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A Refinaria da Amazônia (REAM), diante do cenário de escalada dos conflitos no Oriente Médio, da menor oferta global e da volatilidade nos mercados de petróleo e combustíveis, vem esclarecer que não atua de forma isolada no abastecimento nem na formação de preços dos combustíveis na região. A REAM vende aos distribuidores de combustíveis cerca de 30% do volume comercializado pelos postos do Estado do Amazonas e 5% do volume comercializado pelos postos da Região Norte, sendo o restante suprido por múltiplos agentes que operam na região, incluindo Petrobras, importadores e operadores logísticos. Mesmo neste contexto de maior turbulência global e no mercado de combustíveis no Brasil, a REAM reforça que se mantém comprometida com o abastecimento da região e que está refinando e produzindo combustíveis para mitigar os riscos de desabastecimento de seus clientes.
Vale observar que nossas unidades de destilação atmosférica estão em operação, mas não produzem diretamente gasolina e diesel rodoviário (S-10 e S-500) apenas por meio do processo de refino, devido às características industriais da planta, construída na década de 1950. Por isso, é necessária a importação de insumos derivados de petróleo, adquiridos no mercado internacional, para formulação com a produção da refinaria, a fim de atingir a especificação exigida pela legislação brasileira.
Tanto o petróleo que a REAM refina, seja ele de origem importada ou nacional – inclusive o petróleo de Urucu produzido pela Petrobras em Coari (AM) – , quanto os derivados importados (insumos) necessários à produção do combustível acabado e especificado (diesel e gasolina), são adquiridos pela REAM, assim como por quaisquer outras refinarias de petróleo, em dólar e por preços que seguem indicadores internacionais, como o petróleo tipo Brent e os índices de mercado de diesel e gasolina.
Como referência, desde a escalada dos conflitos no Oriente Médio, em 28/02/26, até o fechamento do mercado na data de ontem (18/03/26), os preços da gasolina e do diesel no mercado internacional subiram, respectivamente, 36% e 65%. O petróleo, por sua vez, subiu 37 dólares por barril, passando de 73 dólares para 110 dólares por barril.
Além dos índices de preços globais mencionados acima, os preços da REAM levam em conta fretes, seguros e custos de internalização, que estão em cotações máximas desde a escalada dos conflitos no Oriente Médio.

Nesse contexto, e considerando que seus fornecedores praticam preços internacionais para insumos e serviços logísticos, a REAM precisa aplicar também aos seus clientes preços de paridade de importação, como condição necessária para a reposição de estoques e a manutenção segura do abastecimento. Preços em desequilíbrio com o mercado internacional comprometem a operação e a oferta regular ao mercado. Esse modelo é adotado por empresas privadas do setor em diferentes partes do mundo, que dependem dessa lógica para garantir a continuidade do fornecimento.

Refinaria da Amazônia